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Paulo Ronaldo Marek
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As Primeiras Manifestações O positivismo de Auguste Comte, incluindo a religião positivista, tiveram maior receptividade em países de menor tradição cultural e carentes de ideologia para seus anseios de desenvolvimento. Esse fenômeno ocorreu na América do Sul, principalmente no Brasil. A difusão espontânea do Positivismo no Brasil fez-se através dos escritos de Auguste Comte, Littré, Laffitte, Robinet, Audiffrent e outros aderentes do filósofo. A partir de 1844, passaram as suas obras a repercutir nos estabelecimentos de ensino secundário e superior, na imprensa e até no Parlamento, agitando os principais centros intelectuais do país. Em 1850 Manuel Joaquim Pereira de Sá apresentou tese de doutoramento em ciências físicas e naturais, na Escola Militar do Rio de Janeiro, juntou-se a esse trabalho a tese de Joaquim Pedro Manso Sayão sobre corpos flutuantes e de Manuel Pinto Peixoto sobre os princípios do cálculo diferencial. As inspirações da filosofia comteana estão presentes em todos estes trabalhos. Luís Pereira Barreto foi quem deu o passo mais importante (1840 - 1923), com a obra As três Filosofias, na qual a filosofia positivista era apontada como capaz de substituir vantajosamente a tutela intelectual exercida no país pela Igreja Católica. Miguel Lemos (1854 - 1917) e Raimundo Teixeira Mendes (1855 - 1927) se iniciaram no positivismo através da matemática e das ciências exatas, quando estudantes na Escola Politécnica. A Primeira associação positivista criada em primeiro de abril de 1876 tinha participantes da entidade Oliveira Guimarães, professor de matemática no Colégio Pedro II; Benjamin Constant (1836 - 1891), professor da Academia Militar e que se tornaria um dos chefes do movimento militar que derrubou a monarquia e proclamou a República; Álvaro de Oliveira, Genro de Benjamin Constant, professor catedrático da Escola Politécnica; Miguel Lemos (1854 - 1917) e Raimundo Teixeira Mendes (1855 - 1927), que se tornariam os líderes do Apostolado. A entidade receberia o apoio de positivistas que viriam a adquirir grande nomeada, como Luiz Pereira Barreto (1840 - 1923). Miguel Lemos, em onze de maio de 1881, assume a presidência da Sociedade Positivista do Rio de Janeiro. Criou o Centro Positivista Brasileiro, também denominado Igreja Positivista Brasileira, com os seguintes propósitos: 1º) Desenvolver o culto; 2º) organizar o ensino da doutrina; 3º) intervir oportunamente nos negócios públicos. Entre essas intervenções foi importante a participação dos positivistas no movimento republicano que culminou com a proclamação da República em 1889. Influíram na Constituição de 1891 e a bandeira brasileira passou a ostentar o lema comteano "ordem e progresso". O período da denominada República Velha (1890 - 1930), corresponde à ascensão do positivismo. O Liberalismo, ao longo do Império conquistou ampla adesão para a tese de que o poder provinha da representação, no entanto, os adeptos brasileiros do comtismo iriam ganhar a elite republicana para a hipótese de que o poder vem do saber. O positivismo de Auguste Comte conseguiu convencer parcela substancial da elite científica e técnica de que a ciência se achava conclusa. Ao longo da República Velha o positivismo penetra em todos os poros da vida nacional. A reforma da legislação civil para eliminá-la da dependência da Igreja e a efetivação de atos tais como o registro dos nascimentos, casamento, enterro dos mortos e em favor da abolição da escravatura, eram alguns dos pontos do programa apresentado pelos positivistas. |
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