A Influência do Positivismo na Formação da Sociedade Brasileira - Cândido Mariano Rondon

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Paulo Ronaldo Marek

Cândido Mariano Rondon

O Apostolado desde cedo voltou seus olhos para os silvícolas brasileiros, buscando, por todos os meios, reparar os males que lhes infligiram a conquista e a colonização. Nasceu, através dos esforços de Mário Barbosa Carneiro que ocupava o posto de Diretor Geral de Contabilidade do Ministério da Agricultura o Serviço de Proteção aos Índios, confiado por Nilo Peçanha e Rodolfo Miranda à energia de Cândido Mariano Rondon, que se cercou de jovens, em sua quase totalidade de positivistas.

Cândido Mariano Rondon é um dos positivista que merece especial referência pela sua contribuição à cultura brasileira.

Segundo o Professor Fernando de Azevedo:

" ... de tal forma cuidou [Rondon] das investigações científicas que, no julgamento autorizado de Artur Neiva, seu nome, como propulsor das ciências naturais no Brasil dos tempos modernos, vem logo depois de Oswaldo Cruz... o que tanto em botânica (oito mil números colecionado, muitos pelo próprio Rondon), como em zoologia (seis mil exemplares), representam as sessenta e seis publicações da Comissão de Linhas Telegráficas e Estratégicas de Mato Grosso ao Amazonas, podemos concluir com Artur Neiva que nenhuma expedição científica brasileira concorreu com tão alto contigente para o desenvolvimento da história natural entre nós e nenhuma exaltou mais no estrangeiro o nome de nossa pátria."(7)

Em 1923, o National Geographic Magazine, de Washington publicou o seguinte artigo sobre Rondon:

"Durante 33 anos o General Rondon trabalhou no longínquo sertão... Mas, o seu serviço mais meritório foi, sem dúvida, o que ele realizou, como Diretor do Serviço de Proteção aos Índios do Brasil, cargo no qual a sua política de não hostilizar os índios, nem mesmo em represálias e de usar com êles de brandura, lhes captou a amizade, preservando-lhes a civilização e constituindo o que se pode chamar a maior conservação de aborígenes realizada em o Nôvo Mundo de nossos dias."

Segundo o professor Darcy Ribeiro Rondon:

" não ficou na formulação dos princípios. Colocou-se à frente do Serviço de Proteção aos Índios, como seu diretor, a princípio, de pois como orientador sempre vigilante... Dezenas de servidores do S.P.I. ideológicamente preparados e motivados pelo exemplo de Rondon, provaram, á custa de suas vidas, que a diretiva Morrer, se preciso fôr, matar, nunca, não é mera frase."(8)

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7 NEIVA, Artur. Esboço Histórico Sobre Botânica e Zoologia no Brasil. Apud Azevedo, Fernando. A Cultura Brasileira - Introdução ao Estudo da Cultura no Brasil. Rio de Janeiro: Serviço Gráfico do instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, 1943.

8 RIBEIRO, Darcy. A Política Indigenista Brasileira. Rio de Janeiro: Ministério da Agricultura - Serviços de Informação Agrícola, 1962.

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